
"O teatro é igual à peste porque, como ela, é a manifestação, a exteriorização de um fundo de crueldade latente pelo qual se localizam num indivíduo ou numa população todas as maldosas possibilidades da alma"
Francês, nasceu no dia 4 de setembro de 1896, em Marselha, foi um dos primeiros diretores surrealistas, o seu trabalho inclui poemas em prosa e verso, roteiros de cinema, diversas peças de teatro, inclusive uma ópera, ensaios sobre cinema, pintura e literatura, notas e manifestos polêmicos sobre teatro, notas sobre projetos não realizados, um monólogo dramático escrito para rádio, ensaios sobre o ritual do peyote entre os índios Tarahumara, aparições como ator em dois grandes filmes e outros menores, e centenas de cartas que são a sua forma mais dramática de expressão.
Assim, surgiu o nome de sua teoria, o Teatro da Crueldade, o teatro da mágica e o poder do contágio, despertando as pessoas para o fervor, para o êxtase e, por fim, a catarse.
Sem diálogo, sem análise. Uma vez abolido o palco, o ritual ocuparia o centro da platéia.
O que incomodava fortemente o teatrólogo era a exposição da arte à comercialização, onde os atores e os diretores seguiam fielmente um texto para conseguir uma perfeita equação, que segundo Artaud era "antipoético" e "um teatro de invertidos comerciantes".
Por: Luis Felipi